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24.2.08

Mundo Oscar 2008 | Filme


ONDE OS FRACOS NÃO TÊM VEZ

Trailer | Crítica | Site Oficial

Há pelo menos dois grandes favoritos nesta categoria. Um deles, cercado de um pouco de badalação, sai na frente. ONDE OS FRACOS NÃO TÊM VEZ, de Ethan & Joel Coen, correm na dianteira, com uma ligeira vantagem. O longa já foi eleito o melhor pelo Sindicato dos Produtores (PGA Awards) e dos Diretores (DGA Awards). Tradicionalmente, o DGA Awards coincide com a escolha da Academia, visto que grande parte dos votantes do Oscar é a mesma do DGA Awards.


Na trilha que leva ao Oscar de Melhor Filme, ONDE OS FRACOS NÃO TÊM VEZ parece estar no caminho certo. Mas pesa contra, o fato de ser uma produção nebulosa, com cenas violentas, além de ser de uma dupla de diretores anticonvencional e independente demais para o gosto da Academia. É aí que a saga de um homem obcecado pelo petróleo galopa bem de perto. SANGUE NEGRO, de Paul Thomas Anderson, também tem sido lembrado nas grandes premiações. Entre elas, o Prêmio da Crítica e dos jornalistas de Los Angeles. Contudo, seu diretor não tem obtido muito prestígio junto aos especialistas.


DESEJO E REPARAÇÃO

Trailer | Crítica | Site Oficial

Já o britânico DESEJO E REPARAÇÃO, de Joe Wright, tem na bagagem um Globo de Ouro de Melhor Filme. O que em qualquer outra edição poderia parecer um trunfo – já que há quem considere o Globo de Ouro uma grande prévia da maior premiação do cinema –, dessa vez não passa de estatística. O longa britânico sequer figurou entre os indicados nas premiações dos sindicatos dos produtores, diretores, atores e roteiristas, origem dos votos para a escolha dos vencedores do Oscar. Dessa forma, levar a tão sonhada estatueta parece difícil para os britânicos.


CONDUTA DE RISCO

Trailer | Crítica | Site Oficial

Corre mais por fora ainda CONDUTA DE RISCO, do diretor estreante Tony Gilroy. Apesar de ter sido bem recebido pelo público e crítica, tem em George Clooney seu único ponto forte diante das premiações. Mas, ao que tudo indica, a produção não deve atrapalhar o duelo entre o filme dos irmãos Coen e da produção “petroleira” de Paul Thomas Anderson. Fecha a lista dos concorrentes o adolescente e cult JUNO. O drama, sobre uma jovem grávida, parece estar na disputa mais para fazer número do que para tirar votos dos favoritos.

21.2.08

Cenas de um Oscar

A Academia de Artes e Ciências Cinematográficas selou ontem o resultado do Oscar 2008. O pleito foi resolvido entre 5829 eleitores, entre atores, produtores e diretores. Agora, a empresa de auditoria PriceWaterhouse Coopers vai contabilizar os votos, que serão devidamente
guardados em envelopes selados até domingo, data da 80ª Edição do Oscar.

Brad Oltmanns e Rick Rosas, membros da auditoria, são as duas únicas pessoas que conhecerão os ganhadores do Oscar antes de todo o mundo. Mas muito pode se especular...



ONDE OS FRACOS NÃO TÊM VEZ é o melhor filme dos irmãos Coen, desde FARGO. A fita compete em 8 categorias e é favorito em todas. Se as indicações se confirmarem, Joen & Ethan Coen podem levar 4 estatuetas, um recorde histórico. Entre os Prêmios precurssores, incluem: Melhor Filme (Producers Guild, New York Film Critics, Critics Choice, Toronto Film Critics, Washington DC Film Critics, Southeastern Film Critics), Melhor Diretor (Directors Guild), Melhor Roteiro Adaptado (Writers Guild, Scripter Society), Melhor Mixagem de Som (Cinema Audio Society), Melhor Elenco (Screen Actors Guild), Melhor Ator Coadjuvante (Screen Actors Guild entre outros), Melhor Direção de Arte (Art Directors Guild), e vai... Um grande filme!



SANGUE NEGRO também é o melhor filme de Paul Thomas Anderson e também compete em 8 categorias e também é favoríto em todas. Seus precurssores são mais modestos, mesmo assim de peso: Melhor Filme (Los Angeles Film Critics, National Society of Film Critics), Melhor Direção de Arte (Art Directors Guild), Melhor Fotografia (Cinematographers Guild) e Melhor Ator (Screen Actors Guild entre outros).



JUNO é um hit-indie. Um filme bem escrito, bem filmado, bem entrosado. Ellen Page é o grande destaque. Uma bela surpresa. Uma promessa na nova safra de atores. O roteiro de Diabo Cody, também é uma barbada.



CONDUTA DE RISCO é a estréia do roteirista Tony Gilroy na direção. Acabou se revelando um ótimo diretor de atores que revelou alguns prêmios para Tilda Swinton (BAFTA) e George Clooney (NBR).



DESEJO E REPARAÇÃO fecha a lista. Na bagagem, dois prêmios de peso: O Globo de Ouro e o BAFTA de Melhor Filme.

3.2.08

E os produtores se decidem...



ONDE OS FRACOS NÃO TÊM VEZ
Miramax|Paramount Vantage
Ethan & Joel Coen

Realmente nenhum filme têm vez nessa temporada de prêmios... Pela enésima vez, ONDE OS FRACOS NÃO TÊM VEZ ganhou um prêmio, e dessa vez um dos mais importantes do cinema: O Prêmio do Sindicato dos Produtores (O PGA Awards). O ESCAFANDRO E A BORBOLETA, JUNO, CONDUTA DE RISCO e SANGUE NEGRO foram preteridos.

Entre as animações, outra barbada: RATATOUILLE. O melhor documentário do ano foi SOS SAÚDE, do sempre polêmico Michael Moore.

22.1.08

Meet the Oscars | Filme


Melhor Filme*
ONDE OS FRACOS NÃO TÊM VEZ | Paramount Classics | 100%
SANGUE NEGRO | Paramount Vantage Pictures | 100%
CONDUTA DE RISCO | Warner Bros. Films | 100%
JUNO | Fox Searchlight Pictures | 100%
NA NATUREZA SELVAGEM | Paramount Vantage | 100%

O ESCAFANDRO E A BORBOLETA | Miramax Films | 99%
DESEJO E REPARAÇÃO | UIP/Focus Features | 99%
SWEENEY TODD | Warner Bros. Pictures | 74%
O GANGSTER | Universal Pictures | 57%
O ASSASSINATO DE JESSIE JAMES PELO COVARDE ROBERT FORD | Warner Bros. Pictures | 29%

* CONTENDER | PROBABILIDADE DE INDICAÇÃO

14.1.08

E os produtores se pronunciam...

Melhor Filme

O ESCAFANDRO E A BORBOLETA
Miramax



JUNO
Fox Searchlight Pictures



CONDUTA DE RISCO
Warner Bros. Films



ONDE OS FRACOS NÃO TÊM VEZ
Paramount Classics



SANGUE NEGRO
Paramount Vantage Pictures


Melhor Filme de Animação
BEE MOVIE | Dreamworks Animation
RATATOUILLE | Walt Disney Pictures/Pixar Animation
OS SIMPSONS | 20th Century FOX

Melhor Documentário
BODY OF WAR | Phil Donahue Productions/Mobilus Media
HEAR AND NOW | HBO
PETER SEEGER: THE POWER OF SONG | The Weinstein Company
SOS SAÚDE | The Weinstein Company
WHITE LIGHT/BLACK RAIN | HBO

7.12.07

Rumo ao Oscar

Melhor Filme

Favorítos
"Onde os Fracos Não têm Vez" - Paramount Classics - 100%
"Desejo e Reparação" - UIP/Focus Features - 100%
Boas Chances
"Juno" - Fox Searchlight Pictures - 78%
"Na Natureza Selvagem" - Paramount Vantage - 74,5%
"Sweeney Todd" - Warner Bros. Pictures - 67%
Runner Ups
"O Gangster" - Universal Pictures - 56%
"Conduta de Risco" - Warner Bros. Films - 55,8%
"There Will Be Blood" - Paramount Vantage Pictures - 50,6%
"O Caçador de Pipas" - DreamWorks - 42,8%
"Jogos do Poder" - Universal Pictures - 36,8%
Azarões
"Once" - Fox Searchlight - 16,4%
"O Assassinato de Jesse James" - Warner Brothers Pictures - 15,8%
"Lust, Caution" - Focus Features - 15,1%
"No Vale das Sombras" - Warner Brothers Pictures - 13,8%
"O Escafandro e a Borboleta" - Miramax Films - 11,9%
"Hairspray" - New Line Cinema - 11,6%

Melhor Diretor

Favorítos
Irmãos Coen por "Onde os Fracos Não têm Vez" - 98%
Joe Wright por "Desejo e Reparação" - 94%
Boas Chances
Tim Burton por "Sweeney Todd: O Barbeiro Demoníaco da Rua Fleet" - 66,5%
Paul Thomas Anderson por "There Will Be Blood" - 62,6%
Sean Penn por "Na Natureza Selvagem" - 59%
Ridley Scott por "O Gangster" - 54,4%
Sidney Lumet por "Antes que o Diabo Saiba que Você Está Morto" - 54%
Runner Ups
Julian Schnabel por "O Escafandro e a Borboleta" - 38,7%
Azarões
Mike Nichols por "Jogos do Poder" - 25,2%
Marc Forster por "O Caçador de Pipas" - 21,1%
Todd Haynes por "I´m Not Here" - 16,8%
Jason Reitman por "Juno" - 13,6%
Tony Gilroy por "Conduta de Risco" - 11,8%

26.7.07

Ranking de Julho (Melhor Filme)

O jornalista Chico Fireman publicou recentemente suas apostas para os principais contenders do ano para o OSCAR 2008. Entre suas principais apostas, figuram "No Country for Old Men", "Atonement", "Charlie Wilson's War", "Elizabeth: the Golden Age", "In the Valley of Elah", "Rendition", "Michael Clayton", "There Will Be Blood", "Reservation Road" e "Lion for Lambs".

Por aqui, houve algumas alterações no ranking:

1 (1)
"Atonement"

UIP/Focus Features

2 (3)
"There Will Be Blood"

Paramount Vantage Pictures

3 (2)
"Charlie Wilson's War"

Universal Pictures

4 (4)
"Reservation Road"

Focus Features

5 (5)
"The Golden Age"

Universal Pictures

6 (9)
"No Country for Old Men"

Paramount Classics

7 (6)
"Sweeney Todd"

Warner Bros. Pictures

8 (7)
"O Caçador de Pipas"

DreamWorks

9 (8)
"American Gangster"

Universal Pictures

10 (10)
"Lions for Lambs"

Metro-Goldwyn-Meyer/United Artists


Vale especular quais filmes, os estudios irão priorizar no marketing...A Focus Features que sempre emplaca um filme finalista, tem dois "indicáveis" no momento: O promissor Joe Wright com "Antonement que ficou de fora ano passado com "Orgulho & Preconceito" e o novo filme do diretor de "Hotel Rwanda", Terry George, com "Reservation Road". Será que o estúdio independente tem "cacife" para emplacar dois filmes? E mais...o trailer de "Lust, Caution" promete mais uma obra-prima de Ang Lee...

A Paramount também têm esse "doce problema": "No Country for Old Men" surge avassalador nas apostas. O melhor filme dos irmãos Coen desde "Fargo". Mas também distribui o retorno do ostracismo de PT Anderson, dos clássicos "Magnólia" e "Boghie Nights" no século passado.

A Warner Bros. deve promover mesmo "In the Valley of Elay" para os prêmios principais e "Sweeney Tood" para os prêmios técnicos. A DreamWorks que faz segredo com "O Caçador de Pipas", justamente para não repetir os erros de "DreamGirls" que para muitos, perdeu por superexposição, deve começar logo seu buzz para o filme de Marc Foster.

Os irmãos Weinstein querem emplacar "I´m Not There" através do boca-a-boca dos Festivais Internacionais, e a Universal deve aguardar um pouco para decidir a melhor estratégia para "Charlie Wilson's War", "The Golden Age" e "American Gangster"

20.6.07

Invasão de Trailers

O trailer de "No Country For Old Men", dos irmãos Coen, que foi essa semana para a internet, estabelece claramente duas coisas: o pessoal de Cannes comeu mosca; e Javier Bardem (apesar do cabelinho pajem, ou até por causa dele...) é o vilão do ano. Já estou vendo as indicações... No Country estréia dia 9 de novembro nos EUA.


O western, um dos gêneros mais clássicos do cinema, também é um dos mais difíceis de ressuscitar – tudo nele parece distante da sensibilidade contemporânea. Mas nem por isso Hollywood deixa de tentar . Este ano teremos dois exercícios no mínimo interessantes, e que vem sendo acompanhados com grande interesse – "There Will be Blood", de Paul Thomas Anderson, é uma adaptação do livro "Oil!", de Upton Sinclair, e segue um subgênero da saga da conquista do oeste, a corrida pelo petróleo. Rumores de “obra prima” e “uma interpretação incrível de Daniel Day Lewis” emanaram do set, onde as filmagens se encerraram algumas semanas atrás. Um teaser trailer foi “vazado” especialmente para o site dos fãs de PT Anderson. A estréia nos EUA é dia 21 de novembro.



Antes disso, as platéias americanas verão 3:10 to Yuma, a refeitura de um sucesso bangue-bangue de 1957, com James Mangold na direção e Russell Crowe no papel do bandido , um malfeitor que aguarda o trem do título para ir a julgamento ( Glenn Ford no original) e Christian Bale no do mocinho, o rancheiro que recebe a espinhosa tarefa de guardar o prisioneiro (Van Heflin 50 anos atrás). O trailer foi para telas e internet recentemente...Julgue você mesmo se a reinterpretação se sustenta neste outro século. Yuma estréia dia 5 de outubro nos EUA.

E ao que tudo indica, teremos um Oscar com Angelina Jolie, Leonardo Di Caprio, Julia Roberts, Nicole Kidman, Cate Blanchett, Tom Hanks, Kate Winslet, Daniel Day Lewis, Denzel Washington, Tom Cruise, Meryl Streep, Johnny Depp, Javier Bardem, Russell Crowe, Jake Gyllenhaal, Tommy Lee Jones e...Fernanda Montenegro? Está bom para vocês?

Pode parecer cedo, mas não é...O ano está chegando a metade. Em setembro conheceremos o calendário dos Oscars, em novembro encerram-se as submissões para o Globo de Ouro. Enquanto as platéias se entopem de pipoca, os estúdios começam a decidir quem vai para o trono ou não vai - ou pelo menos quem passa pelo balaio de merecedor de uma campanha.

Votantes e observadores também já estão ocupados compilando listas de filmes notáveis ou a observar . Uma soma de quase todos os favoritos chega, neste momento, às seguintes unanimidades:

Evening, Lajos Koltai
A Bússola Dourada, Chris Weitz
There Will Be Blood, Paul Thomas Anderson
A Mighty Heart, Michael Winterbottom
No Country for Old Men, Joel e Ethan Coen
Youth Without Youth, Francis Ford Coppola
The Golden Age, Shekar Kapur
Nothing is Private, Alan Ball
Eastern Promises, David Cronenberg
Zodíaco, David Fincher
Things We Lost in the Fire, Susanne Bier
O Caçador de Pipas, Marc Foster
In the Valley of Elah, Paul Haggis
City of Your Final Destination, James Ivory
Charlie Wilson’s War, Mike Nichols
Lions for Lambs, Robert Redford
Amor no Tempo do Cólera, Mike Newell
American Gangster, Ridley Scott
Reservation Road, Terry George

Restam as surpresas, os independentes, os de língua estrangeira… mas agora, no meio tempo de 2007, o Oscar 2008 está ficando com esta cara.

Por Ana Maria Bahiana

11.5.07

Ranking de Maio (Melhor Filme)

Os estúdios já começaram a delinear os esboços preliminares da corrida ao Oscar 2008. Dezenas de fotos, trailers e posters já foram divulgados na rede. É hora de conferir os favoritos nesse resumo especial que Spoiler Premium preparou apra você:

1 (2)

"Reservation Road"
Focus Features
(47%)

"Reservation Road", o novo filme de Terry George ("Hotel Ruanda"), com Joaquin Phoenix ("Johnny e June"), Jennifer Connelly ("Uma Mente Brilhante") e Mark Ruffalo ("E se Fosse Verdade") é o atual favorito ao Oscar 2008. A trama, uma adaptação do livro de John Burnham Schwartz, coloca Ruffalo no papel de um pai que atropela uma criança, filho do personagem de Phoenix. Como o primeiro foge sem prestar socorro, o outro decide se vingar. A tragédia, porém, afetará as famílias de ambos. O filme ultrapassou "O Caçador de Pipas", pulando para a ponta nesse mês de Maio.


2 (1)

"O Caçador de Pipas"
DreamWorks
(46%)
O drama afegão "O Caçador de Pipas" caiu uma posição no ranking. O filme de Marc Foster ("Em Busca da Terra do Nunca") narra a historia real dos estertores da dominação talibã no Afeganistão. Nela, um homem retorna ao país natal para corrigir seus erros e tentar resgatar o filho de um amigo de infância.

3 (3)

"Charlie Wilson's War"
Universal Pictures
(42,8%)
Com direção de Mike Nichols ("Closer"), a adaptação do romance escrito por George Crile, produtor do telejornalístico "60 Minutes" mantém a Terceira colocação. O filme fala do envolvimento do congressista texano Charlie Wilson com a CIA e o treinamento militar de rebeldes no Afeganistão para lutar contra a ocupação soviética. Um desses alunos de Wilson atendia pelo nome de Osama Bin Laden. Se já não fosse suficientemente polêmico, o filme deve cobrir o nebuloso momento da vida do congressista, no começo dos anos 80, em que ele foi pego com duas dançarinas cocainômanas de Las Vegas - e quase viu sua carreira implodir.

4 (5)
"There Will Be Blood"
Paramount Vantage Pictures
(38,6%)
"There Will be Blood", o esperado novo filme de Paul Thomas Anderson ("Magnólia"), baseado no romance Oil!, escrito em 1927 por Upton Sinclair ganhou uma posição no ranking. Oil! fala de intrigas na indústria petrolífera e de escândalos políticos que partem da Califórnia e sujam paletós em esfera nacional. Qualquer semelhança com o mundo real não é coincidência - uma novidade no universo lírico e não raro surreal do cineasta. O roteiro é livremente inspirado em Sinclair e mostra o negócio da perfuração de poços no Sul do Estado como uma nova corrida pelo ouro.

5 (16) "Atonement"
UIP/Focus Features
(38%)
A divulgação do teaser do novo filme de Joe Wright ("Orgulho e Preconceito") turbionou a expectativa por prêmios, levando o filme do 16º para o 5º lugar no ranking de Melhor Filme. Keira Knightley e James McAvoy encabeçam o drama que se passa na II Guerra Mundial.

6 (6)"Sweeney Todd"
Warner Bros. Pictures
(29%)
Há muita expectativa pela nova parceria entre Johhny Depp e Tim Burton em "Sweeney Todd", filme que se mantém em 6º no ranking. Depp interpreta o lendário barbeiro Benjamin Barker, que, depois de ser injustamente expulso de Londres e ver sua esposa e sua filha caírem em desgraça, retorna adotando o pseudônimo de Sweeney Todd para consumar sua vingança. Ao lado da quituteira Mrs. Lovett (Helena Bonham Carter), o vingador arma um plano infernal: na cadeira do barbeiro assassina seus clientes, enquanto ela usa os restos mortais para assar tortas que viram a sensação de Londres.

7 (4)

"American Gangster"

Universal Pictures

(23,8%)

"American Gangster", o novo policial do diretor Ridley Scott ("Gladiador"), despencou no ranking, caindo da 4ª para a 7ª posição. Na trama, Frank Lucas (Denzel Washington), um rei do tráfico de heroína do Harlem nova-iorquino, é levado à justiça nos anos 1970 e colabora com a polícia no combate à corrupção e na importação de drogas do Sudeste da Ásia. Russel Crowe vive Richie Roberts, um policial incumbido da missão.

8 (19)

"The Golden Age"

Universal Pictures

(22%)
"Elizabeth: The Golden Age" será, como o primeiro filme, dirigido pelo indiano Shekhar Kapur. A nova história mostrará os desvarios da rainha em sua Era de Ouro. A destruição total da armada espanhola em 1588 e a execução da Rainha Mary da Escócia estão entre os seus atos no trono inglês de então. Além de Cate Blanchett, que pelo filme de 1998 recebeu sua primeira indicação ao Oscar, Clive Owen ("Filhos da Esperança") e Geoffrey Rush ("Shine") são outros dois nomes consagrados no elenco. O filme subiu 11 posições no ranking.

9 (7)
"Lions for Lambs"
Metro-Goldwyn-Meyer/United Artists
(15,2%)
"Lions for Lambs", drama político sobre um pelotão de soldados dos EUA no Afeganistão, o próximo filme estrelado por Tom Cruise, caiu duas posições no ranking. São três histórias paralelas: Meryl Streep vive uma jornalista que interage com um congressista (Cruise). Na segunda, Redford é um professor idealista que tenta inspirar um dos seus privilegiados alunos. Na última, dois soldados estadunidenses atravessam território inimigo, e um dos dois é ex-aluno do personagem de Redford.

10 (9)
"Michael Clayton"
Warner Bros. Films
(15%)
O thriller independente "Michael Clayton", novo trabalho de George Clooney fecha o ranking perdendo uma posição. Na história, Clooney viverá um advogado da alta elite de Nova York especializado, por cerca de quinze anos, em limpar a ficha íntima de seus clientes. A história se passa durante os quatro piores dias de sua carreira. Tilda Swinton ("Constantine") e Sydney Pollack ("A Intérprete") também integram o elenco.

25.2.07

As diferentes apostas que se podem fazer

Qual dos filmes ganhará, e quais dos vencedores serão de fato lembrados daqui a alguns anos?

Adivinhar quem serão os vencedores é o esporte mais popular associado ao Oscar. Esporte de risco, porque implica decifrar o que vai pela cabeça de um colégio eleitoral formado por mais de 6 mil votantes. Há previsibilidade, porém, porque, com base na experiência acumulada, pode-se apostar neste ou naquele filme, neste ou naquele ator, com razoável grau de segurança.

Há também as premiações prévias, que indicam caminhos, como a do Globo de Ouro e os prêmios dos sindicatos de atores (Actor's Guild) e diretores (Director's Guild). Enfim, o Oscar é um jogo, mas não um jogo de azar, aleatório. Pode-se jogar com inteligência, habilidade e conhecimento acumulado, embora um pouco de sorte não seja de todo inútil.

Há um outro jogo, este de risco maior, e cujo resultado só pode ser conhecido anos mais tarde: quais dos filmes indicados, ou mesmo premiados, ficarão, e quais serão descartados pela memória coletiva pouco tempo depois? Não parece engraçado que, por exemplo, "Titanic" ou "Coração Valente" tenham sido considerados os melhores filmes nos anos em que foram lançados? Alguém garante que "Crash", que surpreendeu a todos no ano passado, estará vivo na memória cinéfila daqui a dois ou três anos? Como estão, e provavelmente estarão, por muito tempo ainda, "O Poderoso Chefão" ou "Lawrence da Arábia".

Portanto, a pergunta pode ser: o que vai sobrar dos indicados deste ano depois da euforia da festa e do choro dos perdedores? Qual dos cinco indicados para a categoria principal tem mais condições de resistir à passagem do tempo? Talvez um bom palpite seja "Cartas de Iwo Jima" que, ganhe ou não a estatueta, deverá se tornar referência no gênero 'filme de guerra' junto com seu par, "A Conquista da Honra". "Cartas de Iwo Jima" tem também a vantagem de coroar uma singular carreira ascendente em Hollywood, a do diretor Clint Eastwood, que passou de astro caubói que era nos anos 60 e 70 a um dos grandes 'autores' do cinema contemporâneo. É provável que no futuro esse impactante filme sobre a batalha de Iwo Jima vista pelos olhos do derrotado seja usado como exemplo de como um profissional de cinema pôde mudar de maneira radical a direção de sua carreira e se tornar o oposto do que fora até então.

"A Rainha" pode até ganhar o Oscar, mas será considerado, em qualquer tempo, e mesmo agora, um dos pontos altos da trajetória de Stephen Frears? A mesma pergunta poderá ser feita caso vença "Os Infiltrados". Será que Scorsese não mereceu mais o prêmio lá atrás, com obras tão intensas quanto "Táxi Driver", por exemplo? Ou, na hipótese de vencer "Pequena Miss Sunshine", ele será lembrado como o filme simpático que é ou como uma das maiores zebras de toda a história do Oscar?

Por Luiz Zanin Oricchio - Estado de São Paulo

22.2.07

Babel de Apostas

No inicio da temporada de prêmios, tudo indicava que a inevitável polarização de todo ano seria entre "Dreamgirls" e "A Conquista da Honra". Escrevi até que estes dois polos tinham um sabor de nostalgia, em busca, talvez, de reflexões sobre o presente. Afinal, seria a disputa, em pleno 2007, entre dois dos gêneros mais clássicos do cinema: o musical e o filme de guerra.

Os dois primeiros favoritos estão fora de jogo para o principal Oscar, melhor filme. Espero ver "Dreamgirls" ganhar ator e atriz coadjuvante, melhor canção e pelo menos uma estatueta técnica (aposto em mixagem de som). São quatro de suas oito indicações. Nada mau, mas também longe de ser espetacular. "A Conquista da Honra" está fora. Qualquer coisa que o (magnífico) "Cartas de Iwo Jima" levar será lucro, mas dificilmente Melhor Filme.

Para a categoria principal, vejam só, a disputa está em dois títulos que, em setembro, as pessoas descartavam: "Pequena Miss Sunshine" (pequeno demais, estreou no primeiro semestre, ninguém se lembra mais dele, é "tipo Sundance"); e "Os Infiltrados", que a Warner quase que escondeu por "não ser filme para prêmio".

Ironias de Hollywood...

E irônicamente, Dreamgirls fez história: embora no passado vários filmes tenham tido múltiplas indicações sem uma para melhor fime, "Dreamgirls" é mesmo o primeiro dos 79 anos do Oscar a ter o maior número de indicações num ano "menos a que realmente pesa..."

E embora, de longe, a gente tenha a impressão de que está tudo decidido, de perto a realidade é outra. Para todos os estrategistas e divulgadores esta é uma das disputas mais abertas dos últimos anos, sem nenhum grande favorito e com apenas a mais tênue das polarizações entre "Os Infiltrados" ("Martin Scorsese em sua melhor forma!" era o tema da sua campanha) e "Pequena Miss Sunshine" ("Lembre-se de como este filme fez você sentir!", era seu slogan). Mas o consenso é que a mais leve das oscilações num grupo de votantes pode ter colocado vários azarões no páreo, na última hora - vejam, por exemplo, como mudou a dinâmica do favoritismo de "Babel" para "Infiltrados" e de "Dreamgirls" para "Sunshine", nos dias antes do encerramento da votação.

Daqui eu já digo que o Oscar 2007 já tem um grande vencedor: o cinema latino, especialmente o mexicano e espanhol. O simples volume das indicações mostra que mais uma porta se abre para outros nomes, outros trabalhos e outras visões, a exemplo do que já ocorreu com o cinema britânico, australiano e asiático.


Voltando às atenções para quem está na lista, dá para dizer com uma certa segurança que não existe um favorito incontestável. É bem verdade que o recortado painel multicultural proposto por Alejandro González Iñarritu em "Babel" ganha certa vantagem em relação aos outros concorrentes. Vencedor do Globo de Ouro, do Festival de Cannes e segundo filme em número de indicações (Sete), o longa era apontado como provável vencedor por críticos e especialistas. Atenção: provável.

Explicação: olhando para trás, nas duas últimas edições, os favoritos perderam para produções, que, até às vésperas da premiação, não pareciam ameaçar a vitória dos prediletos em bolsas de apostas. Em 2005, "Menina de Ouro", de Clint Eastwood, derrubou "O Aviador", de Martin Scorsese. Ano passado, o independente "Crash", de Paul Haggis, surpreendeu "Brokeback Montain", de Ang Lee. Lobby e marketing por parte dos estúdios na reta final do Oscar podem mudar a história da noite de premiação.


Então pode acontecer absolutamente tudo na corrida: A Academia pode fazer de "Os Infiltrados" um grande pedido de desculpas por tantos anos sem premiar Martin Scorsese, mas será que uma vitória como diretor já não seria suficiente para esse perdão? Ou eles podem ainda premiar "Cartas de Iwo Jima" só para ver o Clint Eastwood, que eles amam, e o Steven Spielberg, outro adorado, subirem juntos ao palco. Mas um longa em japonês ganhando o Oscar de melhor filme? Aliás, um longa em língua estrangeira ganhando o Oscar de melhor filme? Seria inédito. Além disso, é pouco provável que a Academia dê o prêmio a Clint Estwood dois anos depois de seu "Menina de Ouro" levar as estatuetas de Melhor Filme e Direção.

Mas eles estão cheios de alternativas: podem ainda ir de "filme sério" e escolher "Babel", mas já não foram de "filme sério" no ano passado? Nisso, que tal um filme sério com um quê clássico como "A Rainha"? Ele tem indicações de direção, atriz e roteiro, o que reforça suas chances e ainda teve uma surpreendente inclusão em figurinos, o que mostra a vontade de premiá-lo. Seria uma saída inteligente? Ou, como já aconteceu em 1981, quando "Carruagens de Fogo" ganhou de "Reds", ou em 1989, quando "Conduzindo Miss Daisy" derrotou "Nascido em Quatro de Julho", a Academia pode muito bem escolher o filme indie, família, mais fofinho, que no caso seria "Pequena Miss Sunshine".

A comédia independente dirigida pelo casal Jonathan Dayton e Valerie Faris tem forte apelo entre o público. Além disso, conquistou o PGA Awards de Melhor Filme e o SAG de Melhor Elenco, desbancando os grandes "Babel", "Os Infiltrados", "A Rainha" e "Dreamgirls". O prêmio oferecido pelo Sindicato dos Produtores Americanos tem servido como ante-câmara para o Oscar. Em 17 edições, o vencedor do PGA se repetiu na maior premiação do cinema mundial por 11 vezes. Além disso, seus integrantes também votam no Oscar.

Mas e "Babel"? Tem seus fãs, inclusive a turma da Time Warner que apostou todas as fichas do filme em suas principais revistas (a Time e a Entertainment Weekly). A ala de oráculos onde ponho mais fé discorda. E eu vou além: considerando que "Babel" é a terceira probabilidade, de quem tem mais chances de tirar votos? Da doçura de Sunshine ou da crueza de Infiltrados?

Fonte: CorreioWeb (Sinval Neto), HollywoodWatch (Ana Maria Bahiana), OscarBuzz (Chico Fireman) e Film Experience (Nathaniel)

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