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30.1.08

Mundo Oscar 2008 | Filme Estrangeiro


12
Nikita Mikhalkov | Rússia
Trailer | Crítica | Site Oficial

Doze homens são encarregados de julgar uma adolescente tchetchena suspeita de matar o padrasto russo. Remake de DOZE HOMENS E UMA SENTENÇA (1957). Terceira indicação de Mikhalkov, que já venceu em 1994 com O SOL ENGANADOR.


BEAUFORT
Joseph Cedar | Israel
Trailer | Crítica | Site Oficial

Pelotão de jovens soldados israelenses é encarregado de explodir o forte Beaufort, ato que marca o fim da retirada do exército israelense do Líbano. O filme deu a Cedar o prêmio de melhor direção no Festival de Berlim no ano passado.


OS FALSÁRIOS
Stefan Ruzowitzky | Áustria
Trailer | Crítica | Site Oficial

Presos pelo regime nazista, um famoso escroque judeu e um grupo de profissionais com habilidades manuais são forçados a produzir moeda falsa, a ser usada pelo Reich. Baseado num episódio real.


MONGOL
Sergei Bodrov | Cazaquistão
Trailer | Crítica | Site Oficial

Biografia da juventude de Genghis Khan, que viveu como escravo antes de se tornar conquistador de um império, que se estendeu da Coréia à Hungria. Sergei Bodrov já havia sido indicado ao Oscar de filme estrangeiro em 1996, com PRISIONEIRO DAS MONTANHAS.


POST MORTEM
Andrzej Wajda | Polônia
Trailer | Crítica | Site Oficial

A história do massacre de milhares de poloneses prisioneiros de guerra cometido pelo serviço secreto russo, em 1940. Aos 81 anos, o veterano Wajda já levou um Oscar honorário em 2000 e foi indicado em outras ocasiões. O resgate de um importante episódio histórico tem tudo para agradar aos votantes da Academia.


Wajda, 81, é um dos principais nomes do cinema do leste europeu. É precursor do movimento semelhante ao nouvelle vague que ditou as tendências do cinema francês nos anos 60. Ganhou notoriedade internacional com CANAL (1957, Prêmio da Crítica em Cannes) e CINZAS E DIAMANTES (1958, Prêmio da Crítica em Veneza). E em 1980 seu O MAESTRO, venceu o Urso de Prata em Berlim.

Falta um Oscar... Ele já tem uma estatueta, um "Oscar Honorário", mas nunca ganhou um em disputa "oficial". E olha que já concorreu 7 vezes... Seu filme não é o melhor filme "estrangeiro" do ano, mas dada às circunstâncias é um candidato forte. E principalmente: Não é FAVORITO!

Falar em favorito na categoria não traz bom agouro. É uma palavra "amaldiçoada" que compete ao austríaco OS FALSÁRIOS. Uma história real, um filme de crime, bem fotografado e com trilha hollywoodiana. A campanha da Sony Classics também ajuda no buzz. Enfim, é um filme que tem tudo para ganhar, exceto pelo fato de ser favorito...

O russo 12 é um forte contender. Encantou o público em Cannes e têm como principal vantagem ser remake de um dos filmes mais engenhosos do cinema: DOZE HOMENS E UMA SENTENÇA, de Sidney Lumet. Estaria mais forte se ANTES QUE O DIABO SAIBA QUE VOCÊ ESTÁ MORTO do diretor original estivesse mais presente entre os indicados. Sei lá, invocaria uma áurea de nostalgia irresistível. No entanto ainda é um candidato forte. Seria mesmo se protagonizado pela Xuxa. Simplesmente não há erro com esse roteiro.

MONGOL conta a história de Gengis Khan pelo seu próprio povo. É uma super produção do país, Tecnicamente impecável. O pôster e o trailer já demonstram isso. É como os ingleses fazendo filme de sua realeza. Há um senso de respeito, carinho. Seria um Oscar inusitado, mas provável.

Por fim, BEAUFORT. É um filme comum, muito bem feito, é verdade, mas sem nada para acrescentar. Acho que foi indicado por culpa da Academia em rejeitar o também israelense A BANDA.

Enfim, OS FALSÁRIOS é favorito ao OSCAR de Filme estrangeiro. POST MORTEM é "você sabe o quê...”.

21.1.08

Meet the Oscars | Filme Estrangeiro


Melhor Filme Estrangeiro*
THE COUNTERFEITERS | Áustria | 100%
O ANO EM QUE MEUS PAIS SAÍRAM DE FÉRIAS | Brasil | 100%
A DESCONHECIDA | Itália | 93%
12 | Rússia | 76%
BEAUFORT | Israel | 65%

A ERA DA INOCÊNCIA | Canadá | 63%
POST MORTEM | Andrzej Wajda | Polônia | 38%
MONGOL | Sergei Bodrov | Cazaquistão | 37%
THE TRAP | Srdan Golubovic | Sérvia | 22%

* CONTENDER | PROCEDÊNCIA | PROBABILIDADE DE INDICAÇÃO

18.1.08

Nos Bastidores do Oscar

O gigantesco descompasso da Academia com o cinema mundial foi duramente criticado, essa semana, depois da divulgação da esdrúxula lista de Filmes Estrangeiros. "Vergonha", "Marmelada" e "Escândalo" foram as palavras mais citadas nos diversos artigos americanos.

"Já tive dias melhores", confessou o produtor Mark Johnson, chefe do comitê de filmes estrangeiros. Nossa, Mark, eu concordo! Só para constar, segue um artigo "carinhoso" do caso.

Para nós, brasileiros, tudo é festa. Já têm gente esperando as indicações de terça para começar a enfeitar a rua em clima de copa. E de fato, o Brasil nunca esteve tão perto da estatueta. Só que, com a cerimônia ameaçada pela greve dos roteiristas, talvez Cao Hamburger não tenha ninguém para discursar...Pé Frio!

Segundo a Ana Maria Bahiana há duas possibilidades: O Oscar "normal" (que parece cada vez mais distante, a não ser que um miraculoso acordo acabe com a greve) e o "alternativo" que envolve vários segmentos gravados com estrelas ao redor do mundo...Bem longe dos piquetes...

16.1.08

9 Estrangeiros para o Oscar

A Academia de Artes e Ciências Cinematográficas anunciou, ontem, 9 filmes que permanecem elegíveis ao Oscar 2008 de Melhor Filme Estrangeiro. São eles:

THE COUNTERFEITERS | Stefan Ruzowitzky | Austria
O ANO EM QUE MEUS PAIS SAÍRAM DE FÉRIAS | Cao Hamburger | Brasil
A ERA DA INOCÊNCIA | Denys Arcand | Canadá
BEAUFORT | Joseph Cedar | Israel
A DESCONHECIDA | Giuseppe Tornatore | Itália
MONGOL | Sergei Bodrov | Cazaquistão
POST MORTEM | Andrzej Wajda | Polônia
12 | Nikita Mikhalkov | Rússia
THE TRAP | Srdan Golubovic | Sérvia

63 filmes constavam da lista original e, naturalmente, a categoria permanece burocrática e aleatória como sempre. Alguns filmes, tido como favorítos até agora, foram excluídos como 4 MESES, 3 SEMANAS E 2 DIAS (Romênia), PERSEPÓLIS (França), O ORFANATO (Espanha) e DO OUTRO LADO (Alemanha).

A escolha dos candidatos estrangeiros ocorre em duas fases. Na primeira, o comitê da Academia, com centenas de membros que residem em Los Angeles, assiste a todos os 63 candidatos e aponta os 9 finalistas. Em seguida, dez membros do comitê (escolhidos aleatoriamente), que selecionaram os filmes na fase 1, juntam-se a outros dez membros da Academia baseados em Nova York e Los Angeles. Então, todos assistem aos 9 finalistas e definem os cinco indicados.

Sugiro que no próximo ano, façam dinâmica de grupo entre os diretores para definirem os indicados. Seria mais justo!

7.12.07

Marmelada!


O ótimo Awards Daily está questionando a decisão da Academia em desclassificar o filme israelense A BANDA na disputa de Filme Estangeiro.

Confira o trailer aqui!

O motivo alegado foi o excesso de dialogos em inglês. Desculpa exdrúxula. Jogo político da oposição, ou melhor, do concorrente direto BEAUFORT, que sabe-se foi o autor da "denúncia". É realmente triste. Para a Academia que simplesmente não consegue se acertar na categoria e para Israel que perde a chance de levar o Oscar. Pelo menos sobrou bom humor dos produtores:

28.11.07

Pelo Oscar, "O Ano" investe nos EUA

O cineasta Cao Hamburger viaja hoje para os EUA, com a meta de aquecer, com a sua presença, a campanha pela indicação de O ANO EM QUE MEUS PAIS SAÍRAM DE FÉRIAS à disputa do Oscar de melhor filme estrangeiro.

"As chances de "O Ano..." ser indicado em uma das cinco vagas da categoria são matematicamente de 63 para 5", diz Hamburger, referindo-se ao fato de que 63 países apresentaram um filme à Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood. "Mas, pela qualidade do filme e por sua vitoriosa carreira internacional, podemos ser mais otimistas", pondera o diretor, que terá encontros com a imprensa e acompanhará sessões de seu filme em Los Angeles, Nova York e Washington.

Visto por cerca de 400 mil espectadores no Brasil desde o seu lançamento em 2006, o longa foi selecionado pelo Festival de Berlim neste ano e participou de outras 18 mostras nacionais e internacionais, nas quais acumulou 25 prêmios.

"Agora, traçamos uma estratégia para gerar visibilidade para o Cao e o filme nos EUA", diz o produtor Fabiano Gullane. Como parte da estratégia, a distribuidora norte-americana do filme, a City Lights Pictures, contratou Stephen Raphael, que trabalhou neste ano na campanha do longa mexicano "O Labirinto do Fauno", de Guillermo Del Toro, que recebeu seis indicações ao Oscar e venceu em três categorias.

"Creio que este filme tem o perfil e os elementos necessários para ganhar o Oscar estrangeiro. Ele me lembra vencedores anteriores, como KOLYA e CINEMA PARADISO, escreveu o executivo da City Lights, Sal Scamardo, a Hamburger.

Segundo Gullane, por sugestão da City Lights, a produção do filme aceitou participar de seis festivais de cinema judaico nos EUA, a partir deste mês, até janeiro. "Eles acham que vale investir nas comunidades judaicas americanas", afirma.

No filme, o garoto Mauro (Michel Joelsas) passa a conviver com uma comunidade judaica no bairro paulistano do Bom Retiro, quando seus pais, militantes políticos de esquerda, são forçados à clandestinidade pela ditadura militar, em 1970.

Hamburger, porém, afirma não pretender "ressaltar o caráter "judeu" do longa. "Vamos apresentá-lo como um filme com uma pegada diferente do que o mundo está acostumado a esperar de um filme brasileiro - com uma história forte, que toca em emoções que dizem respeito ao ser humano, independentemente de raça, cultura, credo e nacionalidade."

Na campanha pela indicação do Brasil ao Oscar estão sendo gastos R$ 549 mil. Os recursos provêm do governo e dos produtores brasileiros e do distribuidor norte-americano.






O ANO EM QUE MEUS PAIS SAÍRAM DE FÉRIAS
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Best Foreign Language Film
City Lights
Cao Hamburger

Por Silvana Arantes (Folha) / Foto: Award Dailys

19.10.07

Oscar 2008 tem número recorde de inscrições em filme estrangeiro

O Brasil vai disputar vaga no Oscar de melhor filme estrangeiro em edição com número recorde de concorrentes. A Academia terá que escolher entre 63 produções seus cinco indicados a melhor filme estrangeiro na 80ª edição da premiação. O ANO EM QUE MEUS PAIS SAÍRAM DE FÉRIAS.

Há 11 trabalhos hispano-americanos concorrendo. Nomes veteranos, como o polonês Andrzej Wajda e o português Manoel de Oliveira, participam da disputa com KATYN e BELLE TOUJOURS, respectivamente. LUST CAUTION, longa de Ang Lee vencedor da última edição do Festival de Veneza, não poderá participar porque os responsáveis pela seleção em Taiwan afirmam que o longa não respeita a exigência de que determinados membros da equipe do filme tenham nascido no país. Em 2001, O TIGRE E O DRAGÃO, também de Lee, ganhou quatro Oscar, incluindo melhor filme estrangeiro. Eis a lista (Em Inglês):

Argentina, “XXY,” Lucia Puenzo, director;
Australia, “The Home Song Stories,” Tony Ayres, director;
Austria, “The Counterfeiters,” Stefan Ruzowitzky, director;
Azerbaijan, “Caucasia,” Farid Gumbatov, director;
Bangladesh, “On the Wings of Dreams,” Golam Rabbany Biplob, director;
Belgium, “Ben X,” Nic Balthazar, director;
Bosnia and Herzegovina, “It’s Hard to Be Nice,” Srdan Vuletic,director;
Brazil, “The Year My Parents Went on Vacation,” Cao Hamburger, director;
Bulgaria, “Warden of the Dead,” Ilian Simeonov, director;
Canada, “Days of Darkness,” Denys Arcand, director;
Chile, “Padre Nuestro,” Rodrigo Sepulveda, director;
China, “The Knot,” Yin Li, director;
Colombia, “Satanas,” Andi Baiz, director;
Croatia, “Armin,” Ognjen Svilicic, director;
Cuba, “The Silly Age,” Pavel Giroud, director;
Czech Republic, “I Served the King of England,” Jiri Menzel,director;
Denmark, “The Art of Crying,” Peter Schonau Fog, director;
Egypt, “In the Heliopolis Flat,” Mohamed Khan, director;
Estonia, “The Class,” Ilmar Raag, director;
Finland, “A Man’s Job,” Aleksi Salmenpera, director;
France, “Persepolis,” Marjane Satrapi, Vincent Paronnaud, directors;
Georgia, “The Russian Triangle,” Aleko Tsabadze, director;
Germany, “The Edge of Heaven,” Fatih Akin, director;
Greece, “Eduart,” Angeliki Antoniou, director;
Hong Kong, “Exiled,” Johnnie To, director;
Hungary, “Taxidermia,” Gyorgy Palfi, director;
Iceland, “Jar City,” Baltasar Kormakur, director;
India, “Eklavya – The Royal Guard,” Vidhu Vinod Chopra, director;
Indonesia, “Denias, Singing on the Cloud,” John De Rantau, director;
Iran, “M for Mother,” Rasoul Mollagholipour, director;
Iraq, “Jani Gal,” Jamil Rostami, director;
Ireland, “Kings,” Tom Collins, director;
Israel, “Beaufort,” Joseph Cedar, director;
Italy, “The Unknown,” Giuseppe Tornatore, director;
Japan, “I Just Didn’t Do It,” Masayuki Suo, director;
Kazakhstan, “Mongol,” Sergei Bodrov, director;
Korea, “Secret Sunshine,” Chang-dong Lee, director;
Lebanon, “Caramel,” Nadine Labaki, director;
Luxembourg, “Little Secrets,” Pol Cruchten, director;
Macedonia, “Shadows,” Milcho Manchevski, director;
Mexico, “Silent Light,” Carlos Reygadas, director;
The Netherlands, “Duska,” Jos Stelling, director;
Norway, “Gone with the Woman,” Petter Naess, director;
Peru, “Crossing a Shadow,” Augusto Tamayo, director;
Philippines, “Donsol,” Adolfo Alix, Jr., director;
Poland, “Katyn,” Andrzej Wajda, director;
Portugal, “Belle Toujours,” Manoel de Oliveira, director;
Puerto Rico, “Love Sickness,” Carlitos Ruiz, Mariem Perez, directors;
Romania, “4 Months, 3 Weeks and 2 Days,” Cristian Mungiu, director;
Russia, “12,” Nikita Mikhalkov, director;
Serbia, “The Trap,” Srdan Golubovic, director;
Singapore, “881,” Royston Tan, director;
Slovakia, “Return of the Storks,” Martin Repka, director;
Slovenia, “Short Circuits,” Janez Lapajne, director;
Spain, “The Orphanage,” J.A. Bayona, director;
Sweden, “You, the Living,” Roy Andersson, director;
Switzerland, “Late Bloomers,” Bettina Oberli, director;
Taiwan, “Island Etude,” Chen Huai-En, director;
Thailand, “King of Fire,” Chatrichalerm Yukol, director;
Turkey, “A Man’s Fear of God,” Ozer Kiziltan, director;
Uruguay, “The Pope’s Toilet,” Enrique Fernandez, Cesar Charlone, directors;
Venezuela, “Postcards from Leningrad,” Mariana Rondon, director;
Vietnam, “The White Silk Dress,” Luu Huynh, director

26.9.07

44 Estrangeiros para o OSCAR

Confira os filmes estrangeiros inscritos para o OSCAR 2008, em ordem de favoritismo*:

"Lust, Caution", de Ang Lee - TAIWAN
"Persepólis", de Abdellatif Kechiche - FRANÇA
"4 Months 3 Weeks and 2 Days", de Cristian Mungiu - ROMÊNIA
"The Edge of Heaven", de Fatih Akin - ALEMANHA
"A Idade das Trevas", de Denys Arcand - CANADÁ
"O Ano em que Meus Pais Saíram de Férias", de Cao Hamburger - BRAZIL
"Counterfeiters", de Stefan Ruzowitzky - ÁUSTRIA
"Post Mortem", de Andrzej Wajda - POLÔNIA
"Ben X", de Nick Balthazar - BELGICA
"Exiled", de Johnny To - HONG KONG
"The Class", de Ilmar Raag - ESTÔNIA
"Shadows", de Milcho Manchevski - MACEDÔNIA
"Maldeamores", de Carlos Ruiz Ruiz & Mariem Perez Riera - PORTO RICO
"It's Hard to be Nice", de Srdan Vuletic - BÓSNIA HEZERGOVINA
"On the Wings of Dreams", de Golam Rabbany Biplob - BANGLADESH
"Belle Toujours", de Manoel de Oliveira - PORTUGAL
"La Edad de la Peseta", de Pavel Giroud - CUBA
"I Just Didn't Do It", de Masayuki Suo - JAPÃO
"The Band's Visit", de Eran Kolirin - ISRAEL
"You, The Living", de Roy Andersson - SUÉCIA
"881", de Royston Tan - SINGAPURA
"The Art of Crying", de Peter Schønau Fog - DINAMARCA
"Caramel", de Nadine Labaki - LÍBANO
"La Sconosciuta", de Giuseppe Tornatore - ITÁLIA
"The Trap", de Srdjan Golubovic - SÉRVIA
"I Served the King of England", de Jiri Menzel - REP. THECA
"Takva: A Man's Fear of God", de Ozer Kiziltan - TURQUIA
"Satanás", de Andrés Baiz - COLOMBIA
"Secret Sunshine", de Chang Dong Lee - CÓREIA
"Donsol", de Adolfo Alix Jr. - FILIPINAS
"Taxidermia", de György Pálfi - HUNGRIA
"Late Bloomers", de Bettina Oberli - SUIÇA
"A Man's Work", de Aleksi Salmenperä - FINLANDIA
"Gone With the Woman", de Peter Naess - NORUEGA
"Duska", de Jos Stelling - HOLANDA
"Kings", de Tom Collins - IRLANDA
"M For Mother", de Rasul Mollaqolipur - IRÃ
"Armin", de Ognjen Svilicic - CROACIA
"Eklavya", de Vidhu Vinod Chopra - ÍNDIA
"Eduart", de Angeliki Antoniou - GRÉCIA
"King Nareusan 2", de Chatrichalerm Yukol - TAILÂNDIA
"Una Sombra Al Frente", de Augusto Tamayo & San Roman - PERU
"Postcards from Leningrad", de Mariana Rondón - VENEZUELA
"Short Circuits", de Janez Lapajne - ESLOVÊNIA

(*)Filmes inscritos até às 17hs de 26/09

25.9.07

TROPA DE ELITE quer dar o tiro fatal para ser indicado ao Oscar

Tal qual uma ação do Bope, Tropa de elite, de José Padilha, entrou atropelando na disputa por uma indicação brasileira a filme estrangeiro no Oscar 2008. Nos bastidores, move todos os pauzinhos para obter a vaga. O polêmico longa concorre com outros 17 filmes para ser o representante brasileiro na escolha da Academia americana das cinco produções estrangeiras que poderão levar a estatueta no ano que vem. Para concorrer à vaga, o filme deve ter sido lançado entre 1º de outubro de 2006 e 30 de setembro. Mesmo tendo o lançamento oficial para 12 de outubro, Tropa de elite entrou na briga por já ter sido exibido numa sala de Jundiaí (SP). Em nota, a assessoria de imprensa do filme afirma que tal ação comercial é comum nos EUA e aceita pela Academia. O título vencedor será anunciado amanhã pelo Ministério da Cultura, às 16h.

Os adversários de Tropa de elite são A grande família, de Maurício Farias; A história das três Marias, de Silvana Soares Zackia; Antônia, de Tata Amaral; Batismo de sangue, de Helvécio Ratton, Cidade dos homens, de Paulo Morelli; Fabricando Tom Zé, de Décio Mattos Jr.; Muito gelo e dois dedos d'água e Primo Basílio, de Daniel Filho; O ano em que meus pais saíram de férias, de Cao Hamburguer; O céu de Suely, de Karim Aïnouz; O cheiro do ralo, de Heitor Dhalia; O dono do mar, de Odorico Mendes; Ó paí, ó, de Monique Gardenberg; Passageiro, de Flávio Tambellini; Proibido proibir, de Jorge Durán; Saneamento básico, de Jorge Furtado; e Três irmãos de sangue, de Ângela Patrícia Reiniger.

Jornal do Brasil - RJ, Da Redação, 25/09/2007

20.9.07

Terra Estrangeira

Em um passado não muito remoto, o Oscar de melhor filme estrangeiro já premiou Fellini, Kurosawa, Truffaut, De Sica e Buñuel, mas hoje em dia, com a exceção de Almodóvar, os maiores autores não-americanos estão barrados desta festa. Kiarostami, Nanni Moretti, Takeshi Kitano, Wong Kar-Wai e tantos outros nunca foram indicados e, pelo visto, nunca o serão. Mudou o cinema ou mudou o Oscar?

Mudaram os dois, é certo, mas talvez o fator crucial esteja na diminuição radical da circulação de filmes estrangeiros nos Estados Unidos, fato que contribuiu para tornar o conceito dessa categoria mais estreito. Cada vez mais, o Oscar de filme estrangeiro obedece a padrões baseados em resultados mercadológicos ou em ideais do exotismo estrangeiro. Alguns filmes se encaixam à perfeição nos dois quesitos (O TIGRE E O TRAGÃO, A VIDA É BELA e o FABULOSO DESTINO DE AMELIE POULAIN, por exemplo).

A questão básica é muito simples. O OSCAR é basicamente uma ação para promover o cinema norte-americano em todo o mundo; é um grande e muito bem sucedido trabalho de marketing, e os estrangeiros estão ali apenas para justificar a globalização. Dá a sensação que eles "furaram"a festa alheia.

Eles tomam o máximo de cuidado e criam o máximo de dificuldades para que esse prêmio não venha tomar uma dimensão grande demais, que possa empalidecer o produto nacional. E basicamente, americano não gosta de filme legendado, (o problema das dublagens nunca foram resolvidos a contento) e não se interessam pela cultura estrangeira.

Há várias regras esdrúxulas e complicadas para tornar um filme elegível. Mas não é suficiente. Existe um comitê voluntário que se oferece para assistir os filmes. São divididos em grupos e nem sempre vêem o filme até o final. Assim, o filme que começa lento ou tem narrativa arrastada é logo descartado (Foi o caso de ABRIL DESPEDAÇÃDO E CINEMA, ASPIRINAS E URUBUS). Este comitê é que escolhe os finalistas , e isso explica porque há um numero tão notável de filmes famosos que ficaram de fora, por vezes absurdamente. Detalhe: Escolhidos os finalistas, qualquer membro da Acadêmia pode votar desde que prove que viu os cinco filmes indicados.

Mas enfim...A corrida pelo OSCAR 2008 está a pleno vapor e o Brasil têm uma ótima safra para concorrer esse ano: O ANO EM QUE MEUS PAIS SAÍRIAM DE FÉRIAS, O CHEIRO DO RALO, CIDADE DOS HOMENS, O CÉU DE SUELY e, correndo por fora ANTÔNIA, A GRANDE FAMÍLIA, Ó PAI Ó. "O ANO..." têm o melhor perfil para concorrer. É um filme singelo, visto pelos olhos de uma criança, algo que sempre desperta interesse. Pesa o fato, também, de ter concorrido em Berlim.

Além disso, geopoliticamente, nenhum filme da América Latina foi consenso esse ano, algo que fortalece mais ainda os filmes nacionais. A Argentina deve indicar EL OUTRO, de Ariel Rotter e o Uruguai têm EL BAÑO DEL PAPA - um filme de boas repercussões em Festivais. O México têm dois filmes bem cotados: SILENTE LIGHT, de Carlos Reygadas e EL BUFALO DE LA NOCHE, de Jorge H. Aldana.

Todavia, os cinco finalistas do Oscar de Filme Estrangeiro devem sair mesmo da Europa e Ásia. Mesmo que o genial LE SCAPHANDRE ET LE PAPILLON, com uma interpretação avassaladora de Mathieu Amalric tenha sido desclassificado, a França é favoritíssima no pleito. Conta com LA GRAINE ET LE MULET, de Abdellatif Kechiche; LA VIE EN ROSE, de Olivier Dahan; LA FAUTE À FIDEL, de Julie Gavras e LES AMOURS D´ASTRÉE ET CÉLADON, de Eric Rohmer para disputar seu 10º Oscar.

Palma de Ouro em Cannes, a Romênia deve certificar sua ótima fase, emplacando sua primeira indicação com 4 MONTHS 3 WEEKS AND 2 DAYS. A Alemanha deve tentar o "bicampeonato" com o espetacular THE EDGE OF HEAVEN, de Fatih Akin, embora conte também com YELLA, de Christian Petzold. Depois de Veneza, a Rússia vê em 12, de Nikita Mikhalkov, uma chance de emplacar seu 5º Oscar.

Por fim, a China têm uma doce decisão: Ficar entre o óbvio Leão de Ouro de LUST CAUTION (Ang Lee) ou arriscar com THE SUN ALSO RISES, de Wen Jiang.

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